Abriram a janela. Com a ventania, as palavras espalharam-se por todos os lados. Algumas voaram janela à fora. Algumas letras despencaram lá de cima e ficaram presas em galhos das árvores, outras caíram na calçada. Vogais foram lançadas nos telhados pelo vento. Consoantes, ainda tontas, quicam no chão. Muitas palavras foram levadas pela força do vento e ainda estão vagando por aí sem saber onde estão. Alguns verbos ficaram viúvos, pois perderam seus complementos, suas vidas não têm mais sentido.
As frases ficaram quase nuas. Estão mudas, perderam a música de suas almas, suas entonações. Orações foram quebradas, seus verbos foram levados de forma assustadora, pelo sangue que jorra escorrem alguns objetos que restaram. Alguns verbos tiveram seus braços quebrados, tamanha é a força do vento, não podem fazer flexão por um tempo. Tristes, calaram suas vozes. Algumas palavras pesadas caíram direto no chão, pés desatentos pisaram em cima. Interrogações seguraram-se com seus ganchos nas janelas. Folhas de papel voaram por toda parte. Frases colidiram-se e, outras chocaram-se contra a parede e quebraram-se em pedaços. A ventania deixou tudo de ponta a cabeça. Mas novas palavras brotam, o tempo todo, do chão, do ar, da água, das flores, do nosso coração....
O nome dele está escrito na alma dela e, de lá, ventania alguma leva. O verbo amar escapou ileso, pois foi resgatado pelo coração. Está seguro e continuará amando à ele sossegado. Ele é o seu complemento. O amor, dela por ele, não tem fim...
O ponto final perdeu-se de vez, foi levado pelo vento.
O nome dele está escrito na alma dela e, de lá, ventania alguma leva. O verbo amar escapou ileso, pois foi resgatado pelo coração. Está seguro e continuará amando à ele sossegado. Ele é o seu complemento. O amor, dela por ele, não tem fim...
O ponto final perdeu-se de vez, foi levado pelo vento.

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