domingo, 25 de dezembro de 2011

O som que não para




Palavras entrelaçadas. Palavras que sentam no banco da praça arborizada e ficam apreciando as pinceladas que pintam a noite. A brisa sempre por perto, mas não emaranha as frases. O vocativo não entrega o nome. É quando a nuvem esconde a lua. O vento cobre o nome com folhas. Folhas desenham um coração. O coração que bate no peito do vocativo.
A banda passa tocando a música deles. Silenciam. Apenas, ouvem. A lua ilumina. Como se estivessem na platéia de um palco imaginário. A banda ainda toca, apenas para eles, a canção que é só deles. Revivem com a música tocando dentro deles. O som que não para. O tempo parece parar. Instantes eternos quando as palavras deles sussurram, completam suas frases, entendem suas entonações enquanto a música é ouvida sob a luz da lua.

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