O caminho é coberto por folhas secas. Ficará esquecido, perdido no meio do nada. Apenas um barulho, o da melodia de pingos de chuva tocando nas folhas. O vento completa a exibição sonora da natureza. A natureza também tem seu ritmo. Pássaros voam. Suas asas rebatem alguns pingos. Olham tudo por cima. São pequenos e frágeis reis em seus reinos libertos do chão. Sem amarras. Não há mais água ao redor, apenas chão, gritam lá de cima. Secou tudo. Apenas a água da chuva caindo levemente.
Onde havia águas profundas, há somente um barco, esquecido, virado com furos no casco. Um barco que será corroído e esquecido pelo tempo, virado no meio do nada. As palavras do navegante daquele barco escorreram pelos buracos no casco causados por ele mesmo enquanto estava perdido em suas próprias tempestades internas. Agora, todas suas lembranças secaram com a água, até a última gota. Não há o que recordar. Tudo dele ficou cinza.
Ele havia aderido à arte de atuar e criar. Criou sua dramaturgia, mas caiu desempenhando o papel criado por ele mesmo. O fogo acabou destruindo o cenário. Só ficou cinzas que o vento espalha, levando para longe. O tempo estendeu-lhe a mão, mas, ao ajudá-lo a levantar, disse para ele ir embora. Não restou nada, não há mais como consertar o cenário. Ele perdeu a própria estória. A solidão não olha para ele e nem pertence a dramaturgia inventada por ele. A solidão não tem companhia, mas é real.
Vá e não volte. Suas companhias estão lá na frente, disse o tempo para ele. Quando, finalmente, ele partiu, a porta do tempo foi fechada para que a poeira levantada não sujasse sonhos que não lhe pertenciam.
Onde havia águas profundas, há somente um barco, esquecido, virado com furos no casco. Um barco que será corroído e esquecido pelo tempo, virado no meio do nada. As palavras do navegante daquele barco escorreram pelos buracos no casco causados por ele mesmo enquanto estava perdido em suas próprias tempestades internas. Agora, todas suas lembranças secaram com a água, até a última gota. Não há o que recordar. Tudo dele ficou cinza.
Ele havia aderido à arte de atuar e criar. Criou sua dramaturgia, mas caiu desempenhando o papel criado por ele mesmo. O fogo acabou destruindo o cenário. Só ficou cinzas que o vento espalha, levando para longe. O tempo estendeu-lhe a mão, mas, ao ajudá-lo a levantar, disse para ele ir embora. Não restou nada, não há mais como consertar o cenário. Ele perdeu a própria estória. A solidão não olha para ele e nem pertence a dramaturgia inventada por ele. A solidão não tem companhia, mas é real.
Vá e não volte. Suas companhias estão lá na frente, disse o tempo para ele. Quando, finalmente, ele partiu, a porta do tempo foi fechada para que a poeira levantada não sujasse sonhos que não lhe pertenciam.




























