terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ondas




 As ondas levam o eco do silêncio que vai parar em algum lugar. Sente-se à beira-mar, escutará. O silêncio que grita dentro do peito. Aprecie o luar. Receba a flor que ela te dá. Inversão de papéis. Uma flor de sonhos imersa na realidade. A palavra venera. O coração não esconde. A mente corresponde. A palavra possui olhos desnudos e enxerga além do que se pode notar. Anseios e vontades.
 - Vem cá, sente-se aqui. Vamos olhar para o mesmo lugar, disse ela.
A tarde está indo, a noite, quase vindo e hoje já é quase amanhã, amanhã, quase depois de amanhã. Os dias correm e o ano nem demora mais tanto assim. A vida passa, o mar é o mesmo, mas, sempre, muda suas ondas, sempre, são outras. Olhos que o fitam,  tornam-se testemunhas caladas pelo assombro. O mar oferece ondas, mas ninguém nunca sabe para quem.

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