domingo, 4 de dezembro de 2011

Tarde de domingo


O domingo vestiu-se de azul. Um brilho nos olhos que emana calor, muito calor. Um papel, uma borracha e um lápis de cor. Mas há muita coisa que não se apaga. Em um mundo de cores, a borracha não faz muito sentido. Há tantas coisas que parecem não fazer sentido, mas existem e, muitas vezes, só entendemos mais adiante.
Em uma quente tarde de domingo, mergulhar nas águas dos nossos sentimentos e emergir em um sonho. Um olhar para dentro. Pegar as palavras direto na fonte, o coração, e voltar com elas em mãos e montar a história da forma como gostaríamos que fosse. Nascemos em um quebra-cabeças e, à medida que vivemos, aprendemos a encaixar as peças. Não devemos espalhá-las mais ainda e nem chutá-las para cima.
Um lápis de cor pode pintar um dia, não é preciso um balde de tinta. O destino sugere-nos as cores e nós escolhemos. E, hoje, o dia está azul. Cada pessoa escolhe a cor que deseja pintar o seu dia. Um barulho de folhas ao vento. Elas parecem dançar. Sempre, animam-se. Mas não é coisa típica apenas de domingo. São detalhes de todos os dias, é só reparar. E a tarde já está indo e só vai porque sabe que, amanhã, voltará. A noite de domingo, gentil, fica sempre à espera da segunda-feira. Os dias correm e, talvez, possam alcançar onde precisamos chegar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário