sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Pincel


O pincel pintou um arco-íris. O arco-íris é a ponte encantada entre entre o mundo deles dois. Ela olha o rosto amado do outro lado. A cor dos olhos dele a enfeitiçam e as palavras recitadas a levam até ele. Ouvem as batidas do coração e entram em uma espécie de transe. Ficam alheios ao mundo e, também, ninguém os percebe, ali, explodindo de amor. Aquele mundo encantado é só deles, é um mundo que só aparece para eles. O pincel desenhou sol e chuva. Mas, estão, ali, juntos, não se importam se é chuva ou sol.
O mar, tranquilo, está bem perto, ondas pequenas chegam, a todo momento, trazendo e depositando, na areia, palavras que caíram do barco. Ela junta e forma frases para ele. O que ela sente, por ele, está além do que qualquer palavra pode dizer. De repente, chuviscos chegam trazendo pingos de amor. Ela apara com as mãos e passa no corpo dele. Ele apenas fecha os olhos e sente. Seu coração dispara. Cuidadoso, tenta proteger, do chuvisco, as frases que ganhou. Mas os pingos de amor regam cada vírgula, cada palavra. Nasce uma flor. Ela pega a flor, sente o perfume e, misturando com o seu cheiro, entrega para ele. A natureza é gentil. Tudo está a favor.
Os olhos dele refletem a imagem dela, ela faz parte dele, ele faz parte dela. Fotografam com os olhos e permitem que tudo aquilo entre em suas almas, guardam em seus corações cada grão de areia, cada toque da brisa, cada som da natureza, cada momento encantado, cada sorriso, cada palavra proferida, cada beijo dado, cada beijo recebido, cada cheiro prometido e cobrado. O pincel, com todo o seu talento, desenha com cores vivas aquele amor. Eles olham-se nos olhos e ela diz que seu coração já bate dentro dele. Eles têm um mundo, só eles dois sabem, só eles dois entendem.

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