quarta-feira, 28 de maio de 2014

Pulsos Incessantes

 
 
Quando, dentro do coração, o amor se trancou,
Deixou um vazio na mente e na alma.
Num dia gelado com brisas cortantes,
Sem um mero pensamento de quem se calou.
Não há nada dos olhos para dentro,
Mas há uma chave no centro da palma
Que liberta o predominante sentimento
Trancafiado, mas embalado pelos pulsos incessantes.

Cristais no Chão

 
O vento emaranhou as palavras que começaram aparecer.
Estavam escondidas atrás do coração.
Não saíram em vão, embora nem queriam algo transparecer,
Mas foram flagradas antes de quebrarem como cristais no chão.

Letras, aos pedaços, espalhadas
Com seus significados quebrados.
Só mesmo quem sente dores trincadas,
É quem entende a profundidade de um significante colado.

Ideias insones, palavras latentes
Tudo na mente antes que se reinvente.
O papel é o tempo que lança as ideias e suas vertentes
De tudo o que se sente.

A rima é de fora para dentro.
Divagação impressão, caneta na mão. Há uma luz.
É olhar bem no centro
Do que na poesia reluz.