quarta-feira, 28 de maio de 2014

Cristais no Chão

 
O vento emaranhou as palavras que começaram aparecer.
Estavam escondidas atrás do coração.
Não saíram em vão, embora nem queriam algo transparecer,
Mas foram flagradas antes de quebrarem como cristais no chão.

Letras, aos pedaços, espalhadas
Com seus significados quebrados.
Só mesmo quem sente dores trincadas,
É quem entende a profundidade de um significante colado.

Ideias insones, palavras latentes
Tudo na mente antes que se reinvente.
O papel é o tempo que lança as ideias e suas vertentes
De tudo o que se sente.

A rima é de fora para dentro.
Divagação impressão, caneta na mão. Há uma luz.
É olhar bem no centro
Do que na poesia reluz.
 

2 comentários:

  1. Lindo , Dani, papel e caneta são instrumentos poderosos na mão de um poeta, de um filosofo, de um professor, de pessoas que sabem usá-la para transformar palavras em vida , vidas que vem e vão e que no seu desvelar transforma, silencia e explode num só sentimento que é o próprio do ser que é inquieto e que busca em sua vida explorar...Viva a vida! Viva ...

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  2. Exato! Obrigada, Neiva, pelo comentário maravilhoso! E viva a vida! Viva a poesia! E viva a palavra e seu deslimite!

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