O sentimento está guardado a sete chaves no fundo da alma. A palavra não revela, mas foi até lá e o beijou. Parece que ele sentiu, mas não entendeu. A palavra faz a ponte, os sentimentos levam. Ela mandou um bilhete numa garrafa. As ondas traquinas pegaram e esconderam a garrafa. Ele está em pé no cais à espera de algum sinal, mas o bilhete não chegou em suas mãos. Ele pensa que ela se foi, ela pensa que ele não a ama mais. Um desencontro de pensamentos. Ele quer o coração dela, ela quer o coração dele. Um detalhe: eles já têm, mas não sabem. É o amor com suas estripulias. Ela sente um vazio e chora. Ele divaga a mil por hora. Sua lágrima escorre e pinga no esboço de um novo bilhete. Pensamentos dele fogem e batem à porta, ela abre e é invadida por eles. Uma overdose de pensamentos a invadem. Atordoada, ela sai em busca de ar. Ela sente um perfume. É de uma flor próxima, a mesma que ele havia dado a ela em um sonho. Ela lembra do momento que recebeu a flor e percebeu o quão a mão dele é macia. Ela ouve a voz dele recitando lindas palavras. Aquele som está grudado em sua mente e em seu coração. Uma inundação de lembranças e sonhos, um nova lágrima ameaça chegar. Eles nunca se viram fora dos sonhos e devaneios, mas estão sempre próximos em mente e alma. Ela vai terminar de escrever o novo bilhete. Uma nova sensação, uma nova esperança de que seja entregue em mãos. Um pássaro pode levar o bilhete pelo ar, livre de ondas traquinas. Mas no ar, há gangues de ventos rebeldes. E, agora, o que fazer? Mesmo assim, ela enviou. Se ele receber, talvez, um dia, possa responder.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
A folha
A folha passeia com o vento. Seu tempo, na árvore, terminou. Foi arrancada pelo seu destino. Ela caiu. Ficará esquecida até não sobrar mais nada. Ela já teve um verde vivo. Morou no alto da árvore. Era um local muito bom. Agora, está caída, esquecida. Pode-se fazer algo. O pincel mudou seu tom. Agora, ela é viva novamente, mas viva e esquecida no chão. Antes, juntamente com outras folhas, dava forma a uma bela árvore. Mas ela era apenas mais uma entre tantas outras folhas. Enquanto que a árvore era uma só. A folha não era notada porque havia inúmeras ao seu redor. Agora, a atenção está voltada apenas para aquela folha, ela tornou-se especial e, desprendida, viverá pouco.
O vento que a trouxe poderá levá-la a um outro lugar. Ela está em outra página. O pincel não a perde de vista. Ela está à beira de um rio. Há muitas outras árvores, inúmeras folhas. Mas é aquela, no chão, que interessa. Ela vaga pelos lugares auxiliada pelo vento. O pincel vive por ela agora. Ele não permite que ela se vá. Caiu um pingo de água doce sobre ela. Não tem problema, a brisa secará. A folha tem um vento amigo e um pincel. Está tendo uma nova história num mundo de cores. Não faz falta para a árvore que fez parte. Mas é tudo para um par de olhos neste momento. Isso basta. É o início do resto de seus dias. Agora, os dias, fora daquela árvore, são dela. Dança, no ar, com o vento. A alegria completa em seus últimos dias. O pincel tem talento, pinta lindos dias para ela. Mas o vento rebelde chegou e soprou. A folha caiu na água e a correnteza a levou.
O vento que a trouxe poderá levá-la a um outro lugar. Ela está em outra página. O pincel não a perde de vista. Ela está à beira de um rio. Há muitas outras árvores, inúmeras folhas. Mas é aquela, no chão, que interessa. Ela vaga pelos lugares auxiliada pelo vento. O pincel vive por ela agora. Ele não permite que ela se vá. Caiu um pingo de água doce sobre ela. Não tem problema, a brisa secará. A folha tem um vento amigo e um pincel. Está tendo uma nova história num mundo de cores. Não faz falta para a árvore que fez parte. Mas é tudo para um par de olhos neste momento. Isso basta. É o início do resto de seus dias. Agora, os dias, fora daquela árvore, são dela. Dança, no ar, com o vento. A alegria completa em seus últimos dias. O pincel tem talento, pinta lindos dias para ela. Mas o vento rebelde chegou e soprou. A folha caiu na água e a correnteza a levou.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Imaginação
Imaginação. Pensamentos desdobram-se para estarem perto, conseguem, enfim, de mãos dadas, porém corpos distantes. O pensamento grudou na foto. O coração desmaia de amor. Tudo perde o sentido. Fotografias permitem o encontro. Não há desencontro. Um mergulho na cor daqueles olhos. Cheiro de praia. Sentido com um cheiro no pescoço. É de arrepiar. A fotografia descreve o lugar. Um paraíso que acolhe um pecado. Um cheiro bem dado. O sol espia pelos espaços entre as folhas da palmeira. A natureza fotografa. Foto perfeita, é como se fizessem parte do local. Não há o que falar. Palavras descansam na mente enquanto a boca ganha um beijo. O vento leva, até eles, o canto de algum pássaro. Tudo combina. Abrem os olhos, o beijo termina. Recomeça. Um gosto de mel. O mundo todo esvaiu-se no momento do beijo. Há somente eles no mundo inteiro. O mundo inteiro é aquele pedaço do paraíso. Agora, são eles dois apenas. Estão nas mãos do coração. Estão conectados. O amor sussurra. Imaginação. Um paraíso. Uma eternidade. Uma obra de arte.
domingo, 27 de novembro de 2011
A porta de vidro
Acolá. Em lados opostos do sonho. Esticam as mãos, mas o sonho é largo. Não conseguem. No meio, há uma porta de vidro fechada. Eles alcançam a porta, mas não conseguem abri-la. O vidro não pode quebrar. Ele leu os lábios dela. Ele mandou um pensamento para ela, o vento ajudou e levou pela brecha da porta entregando o pensamento nas mãos dela. Se a porta abrir, o sonho acaba. A porta de vidro é o limite entre o sonho e a realidade. Não há o que fazer, apenas sonhar para manterem-se acordados. Um suspiro, uma lágrima, duas pessoas, duas vontades iguais. Estão bem próximos, um de cada lado, mas há a porta de vidro entre eles. As mãos dele deslizam pelo vidro, as dela também. O dia está quase raiando. Eles sabem que vão acordar a qualquer momento. Eles choram. Preferem o sonho à realidade longe um do outro. De repente, a porta abriu. Eles desapareceram, eles acordaram. A realidade os separou mais ainda. Lá, permaneceu a lembrança e a saudade lado a lado.
Sem palavras
A ponta do lápis quebrou ao escrever a primeira palavra. Lápis insensível. Mas o que deve ser exteriorizado está escrito nas estrelas. A lua me contou. Céu limpo, estrelas sumiram. Elas não queriam dizer. A mente não suplica, ela já sabe, a mente, astuta, está além de qualquer mistério. Palavra incompleta, sentença entendida.
Muda-se o lápis, muda-se a cor. Azul, amarelo. Verde? Ok. A natureza, sempre por perto. Uma cor que não se apaga. Novo lápis, nova ponta. Não há limites. Algumas palavras caminham pelas ruas do desatino até chegarem ao deslimite, onde residem, de esquina com todas as possibilidades.
Estrelas aparecem. Resolveram contar??? Não é mais preciso. A mente fez o tabalho. Novo lápis. Pontas firmes não calam mais as letras. Letras falam, lápis consente. Mas, às vezes, palavras incompletas dizem muito. É charme ou capricho quando o lápis implica. O papel rasgou. Texto completo quase dividido em dois. Parece um complô. Poderia soltar, no ar, o que restou. Chegaria em algum lugar, mas seria apenas um pedaço de papel no chão. Desilusão. Quando a pétala desprende-se da flor, a frieza de muitos olhares não a enxerga mais ou é vista apenas como algo jogado no chão. Mas a pétala continua sendo pétala, a não ser que ela vire pó. Mas, mesmo assim, ainda é uma pétala que, um dia, fez parte de uma flor. Mudou a palavra, mas a essência, não. Sempre a palavra. A palavra e seus mistérios. Dizem tudo. Sem palavras!
Muda-se o lápis, muda-se a cor. Azul, amarelo. Verde? Ok. A natureza, sempre por perto. Uma cor que não se apaga. Novo lápis, nova ponta. Não há limites. Algumas palavras caminham pelas ruas do desatino até chegarem ao deslimite, onde residem, de esquina com todas as possibilidades.
Estrelas aparecem. Resolveram contar??? Não é mais preciso. A mente fez o tabalho. Novo lápis. Pontas firmes não calam mais as letras. Letras falam, lápis consente. Mas, às vezes, palavras incompletas dizem muito. É charme ou capricho quando o lápis implica. O papel rasgou. Texto completo quase dividido em dois. Parece um complô. Poderia soltar, no ar, o que restou. Chegaria em algum lugar, mas seria apenas um pedaço de papel no chão. Desilusão. Quando a pétala desprende-se da flor, a frieza de muitos olhares não a enxerga mais ou é vista apenas como algo jogado no chão. Mas a pétala continua sendo pétala, a não ser que ela vire pó. Mas, mesmo assim, ainda é uma pétala que, um dia, fez parte de uma flor. Mudou a palavra, mas a essência, não. Sempre a palavra. A palavra e seus mistérios. Dizem tudo. Sem palavras!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Caneta e papel
Óculos, papel, caneta, olhos fixos. Pensamentos vão e vêm. Idas e vindas. Mas o corpo permanece inerte, ali, sentado. A viagem segue. Param nas gares. Intervalos entre pensamentos. O horizonte faz a ponte. Os olhos estão atraídos pelo que há além dele. Um segredo. Olhos permanecem calados. As nuvens tentam esconder. Pensamentos voltam e reunem-se. Concentram-se no papel. Descrevem o que viram além do horizonte. A caneta dita e, depois, emudece. Lauda incompleta. As nuvens desistem. Deixam à mostra. Gosto de tinta. Pensamentos estão lá novamente. Não perdem o foco. Imaginação afoita. Não olha para trás. Está lá na frente. Além do horizonte. Ele a viu. Flores ao vento. Ele a segue. Fogos de artifício. Ele não para de pensar. Pensamentos velozes. Descobrem cada detalhe. Ela borrifou seu perfume no ar. Ele sentiu. Ela é encantada. Ele, de carne e osso. Amar. Verbo colorido. Caneta e papel. Pensamentos completam a lauda. Ele a desenha. Sua mente ainda está aberta, mas a janela fecha-se. O horizonte desaparece. Ele a leva consigo.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Belezas Naturais
As belezas naturais ficam fazendo pose o tempo inteiro. Sabem que são esplêndidas e desejadas. Necessitam ser fotogradas. Enfeitiçantes, enfeitiçados de olhos arregalados, caprichos atendidos. Maravilhas da natureza. Maravilhosas por natureza.
Amanhecer
A noite, docemente, acorda o dia. O dia abre os olhos. Ouve-se os primeiros gorjeios, cheios de entusiasmo para com o novo dia, ao mesmo tempo, são sons que transmitem o silêncio de um amanhecer. Presenciar o despertar do dia é um flagrante valioso. São coisas simples que trazem em si o maravilhoso. Amanhecer em comunhão com o tempo bom, o dia sorri. Esperança e sonhos brotam do chão por todos os lugares. Ficam, o tempo todo, girando em torno de nós, como girassóis contemplando o sol. Girassóis que nunca serão arrancados, sonhos que estão arraigados no chão, o vento nunca os levará embora. Agora, a noite dorme para que o dia cuide de nós.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Noite
A brisa quente da tarde cedeu lugar à brisa amena da noite. A noite chega mansa e, gentil, limpa nossos olhos e permite-nos olhar para lá de seus detalhes. Cada vez que ela chega, é como se nunca a tivéssemos visto. Os olhos procuram por cada pedacinho dela. É de ficar parado mesmo olhando, aparentemente, para o nada, quando, na verdade, estamos olhando para tudo. Ela também olha para nós toda cheia de graça. É de ficar pasmo mesmo! Ela escancara nossas portas e janelas, grita, com seu silêncio ensurdecedor, em nossos ouvidos e faz de nós seus prisioneiros. Eu já me rendi a esse desatino há muito tempo. Ela tem a delicadeza escondida em sua força. Mas, às vezes, ela estapeia minha sensibilidade porque, na realidade, ela não quer que esta vá embora.
domingo, 20 de novembro de 2011
Domingo
Domingo. Um dia que possui o descanso ou a distração correndo em suas veias. Passa num piscar de olhos e, quando nos damos conta, ele entrega a chave da semana para a segunda-feira. Quando esta abre a porta, a rotina já está à sua espera. O domingo passou, mas ele sempre volta, às vezes, de mãos vazias, outras vezes, oferecendo o melhor que pode. Quando ele passa, deixa saudades e, ao mesmo tempo, o conforto de que voltará logo.
O domingo é um dia brincalhão, gosta de rolar na areia da praia e apostar corrida com as ondas até não resistir à magia das águas e nadar como um peixinho. Às vezes, ele decide ir ao cinema ou ao parque ou reunir com os amigos. Ele também adora dedicar-se à suas leituras. Enfim, são tantos lugares, tantas coisas diferentes e ele sabe o que deve fazer. São tantas pessoas que passam por ele. Uma mistura de gestos, de ações, de gostos, de formas, de pensamentos, de sensações.... Diferenças acabam igualando-se num mesmo espaço durante alguns instantes.
O domingo é criança, é jovem, é senhor ou senhora e ele cumpre bem a sua função antes de bater à porta da segunda-feira para entregar-lhe a chave.
O domingo é um dia brincalhão, gosta de rolar na areia da praia e apostar corrida com as ondas até não resistir à magia das águas e nadar como um peixinho. Às vezes, ele decide ir ao cinema ou ao parque ou reunir com os amigos. Ele também adora dedicar-se à suas leituras. Enfim, são tantos lugares, tantas coisas diferentes e ele sabe o que deve fazer. São tantas pessoas que passam por ele. Uma mistura de gestos, de ações, de gostos, de formas, de pensamentos, de sensações.... Diferenças acabam igualando-se num mesmo espaço durante alguns instantes.
O domingo é criança, é jovem, é senhor ou senhora e ele cumpre bem a sua função antes de bater à porta da segunda-feira para entregar-lhe a chave.
sábado, 19 de novembro de 2011
Não há montanha alta o suficiente
A tarde foi embora repleta de sonhos, assim como uma árvore carregada de frutos. Tons avermelhados recepcionaram a noite que, como sempre, chega exuberante. Exuberante pelo simples fato de ser noite. Uma mulher simples que quase não se preocupa com vaidade.
Os sonhos que foram com a tarde, voltaram com a noite. É um ciclo diário. Os sonhos repousam na vontade. Esta evoluirá para o estágio da concretização quando o possível alcançar o provável em alguma curva. Talvez haja uma curva ali na frente, mas, por enquanto, os dois ainda caminham em linha reta. O destino é rígido, não nos dá dica alguma, não revela nem mesmo uma vírgula do que ele sabe. O destino jogou a curiosidade pela janela. Caída no chão, ela achou melhor aliar-se à vontade para acelerar o encontro entre o possível e o provável, pois o caminho é longo e ainda há os tropeços.
Os sonhos que foram com a tarde, voltaram com a noite. É um ciclo diário. Os sonhos repousam na vontade. Esta evoluirá para o estágio da concretização quando o possível alcançar o provável em alguma curva. Talvez haja uma curva ali na frente, mas, por enquanto, os dois ainda caminham em linha reta. O destino é rígido, não nos dá dica alguma, não revela nem mesmo uma vírgula do que ele sabe. O destino jogou a curiosidade pela janela. Caída no chão, ela achou melhor aliar-se à vontade para acelerar o encontro entre o possível e o provável, pois o caminho é longo e ainda há os tropeços.
O tempo e o destino são inseparáveis, os dois fazem um trabalho perfeito. Há quem reclame, mas não pode mudar. O tempo permite-nos parar para apreciar as belas paisagens ao longo do caminho e, com isso, a ansiedade sempre acaba perdendo-se nos passeios pelo bosque. É melhor ela ficar por lá. As belezas naturais são revigorantes, embora haja também as montanhas, mas não há montanha alta o suficiente que nos impeça de enxergar onde iremos passar.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Balões
Balões soltos no ar. Foram enfeitar o céu e alegrar as nuvens, o céu está em festa. Eles dispersam-se levando cores e alegria aos quatro cantos. Mas são submissos ao vento. O vento comanda a turma e dita as regras. Eles são levados pra qualquer lugar e não desanimam se chegarem a um lugar qualquer. Para eles, não importa onde vão chegar. Eles permitem ser levados porque a natureza deles é essa, possuem a alegria em sua essência e precisam ser espalhados, pois cada pessoa merece enxergar um espetáculo de alegria e cores vivas diante de seus olhos.
Balões também são cheios de lembranças de tempos que gargalhávamos até a barriga doer, de correr, de pular, de brincar, de brilho nos olhos, de ser feliz, de ser criança. Os balões refletem momentos importantes em nossa vida. Às vezes, ficamos entorpecidos por lembranças. E os balões são como links que nos remetem aos momentos que não nos permitem esquecer e que, sempre, farão parte de nós. Nada tem a ver com exuberância, o simples torna-se grandioso, basta a forma como olhamos e os balões testemunharam, testemunham e testemunharão a importância desses momentos. Passado, presente, futuro e a certeza de que nunca falharão e de que, sempre, haverá um balão com memórias para ser entregue em nossas mãos.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Canções e Olhares
A música chega invadindo a alma, disparando pensamentos e atiçando emoções. Olhares encontram-se e vestem-se com um mesmo ritmo. A música estende a mão e puxa para dançar. A melodia sinaliza consentindo o primeiro passo. Mentes concentradas, corpos embalam-se e tornam-se mais leves a cada acorde. O momento é mágico, sensações afloram. Isolam-se no meio do salão, mas, de repente, o cenário é pintado de cores variadas. A bela canção os transportou a um novo lugar. Árvores coloridas fazem o ambiente chegar ao esplendor de tanta beleza. Folhas caem delicadamente. O chão está um carnaval de cores. O canto dos pássaros confunde-se com os acordes que conduzem a dança. A brisa acalenta as folhas, elas parecem enfeitiçadas pelo som. É o tempo que está feliz e deu ao sol um sorriso, orientou o vento a agir com cautela e precisão e pediu ao céu que vestisse sua melhor roupa, ele obedeceu, o azul é estonteante, poucas nuvens, o céu usou poucos acessórios durante o dia, ele prefere guardá-los para a noite. A noite é tão jovem.
O casal segue deslizando em passos suaves no meio do salão, mas em suas mentes, reina aquele lugar encantado. A canção invadiu suas almas, encheu aquele momento de tons variados e o desejo de não ter fim. A canção muda, os passos são outros, mas a sintonia é perfeita e a conexão é total. A noite chega esbanjando charme e usando acessórios de brilho intenso, as lacunas são preenchidas, o cansaço não tem vez, os corpos bailam, bailam e bailam livremente. O cavalheiro sussura o refrão para a dama, ela derrete-se, mas não perde o compasso, seus olhares descansam um no outro, ela enxerga o romantismo tímido nos olhos dele, ele enxerga a doçura nos olhos dela. Eles possuem-se dentro do olhar um do outro. O jogo de sedução ganha ritmo, sucumbem às emoções, para que, assim, a noite não tenha fim. A lua acompanha tudo, pois havia combinado com a noite, aquele momento perfeito.
O casal segue deslizando em passos suaves no meio do salão, mas em suas mentes, reina aquele lugar encantado. A canção invadiu suas almas, encheu aquele momento de tons variados e o desejo de não ter fim. A canção muda, os passos são outros, mas a sintonia é perfeita e a conexão é total. A noite chega esbanjando charme e usando acessórios de brilho intenso, as lacunas são preenchidas, o cansaço não tem vez, os corpos bailam, bailam e bailam livremente. O cavalheiro sussura o refrão para a dama, ela derrete-se, mas não perde o compasso, seus olhares descansam um no outro, ela enxerga o romantismo tímido nos olhos dele, ele enxerga a doçura nos olhos dela. Eles possuem-se dentro do olhar um do outro. O jogo de sedução ganha ritmo, sucumbem às emoções, para que, assim, a noite não tenha fim. A lua acompanha tudo, pois havia combinado com a noite, aquele momento perfeito.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Sonhos
Ele tinha as palavras mais doces para ela, ditas ao pé do ouvido. Ela sempre sonhava, eram sonhos mais reais que a própria realidade. Ela permanecia imersa nessa outra dimensão, pois não queria que ele soltasse sua mão. Os sonhos eram seus esconderijos secretos, e, neles, desfrutavam cada segundo de carinho e ternura. Cada vez que acordava, era como se fossem infinitos rompimentos, ela sentia o vazio de não tê-lo por perto, seus olhos ficavam submersos em águas não piedosas, sua face carregava a ânsia de um sonho a mais. Uma realidade que revela um sonho e um sonho que almeja a realidade. Paralelos que se abraçam continuamente. Dormir para viver, para sentir o que, ao despertar, desaparece como num passe de mágica. Contradições que se mostram dependentes e ávidas por mais, mais e mais.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Brilhantes
Podem estar em qualquer parte ao longo do nosso caminho. Mas estão lá, eles existem e, quando nos damos conta, de alguma forma, aparecem. Não tropeçamos neles, eles que tropeçam em nós. Brilhantes são pelo que fazem, pela energia maravilhosa que possuem dentro de si, brilhantes são as pessoas que aparecem em nossas vidas, nem que seja apenas para dar-nos um sorriso sincero ou estender a mão a quem precisa. Não importa o que fazem, o importante é o bem que transmitem através de simples atitudes. Cada qual com seu brilho especial e o poder que possuem de tornar um dia melhor. Estão sempre construindo pontes que ligam seus corações a muitos outros corações. Criam conexões de espírito para, assim, fazermos parte deles também. Esses seres brilhantes não escolhem a quem vão se conectar, não vêem cara, apenas usam as pontes para propagar o bem, para fazer o dia de alguém melhor, até um sorriso sincero e amoroso pode fazer milagres. Alguns brilhantes não têm ideia da sua natureza especial e transmitem o maravilhoso sem perceberem. Brilhantes são pessoas comuns que respiram simplicidade, humildade e honestidade.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Frases do Coração
O sol pede passagem entre nuvens carregadas. As nuvens permitem que ele mostre seu brilho. Por fim, aparecem de mãos dadas.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Floresta da Paixão
As batidas do coração confessam para a mente, o amor. O coração comanda, a mente obedece, o corpo estremece. As mãos ficam frias e trêmulas, parece que tudo esfria por dentro, mas o coração pega fogo de tanta paixão. Pensamentos viajam, mas sempre chegam ao mesmo lugar. Se tentar fugir, cairá num labirinto, armadilha do amor e, lá, ficará até o momento que o tempo permitir. A alma padece de tanto querer e sai em busca de quem ela tanto deseja encontrar.
No caminho, as pétalas indicam a direção. A melodia suave do vento acariciando as folhas junta-se ao aroma das flores e acalma a emoção. Mente e alma despem-se da ansiedade e mergulham nas águas dos sonhos. Cachoeiras de sentimentos jorram links que trazem de volta à realidade. A mente preferiu sonhar aguardando a alma que percorre, tonta de paixão, o restante do caminho. Pássaros cochicham que não muito longe está quem a alma almeja abraçar. A alma tropeça, mas é segurada pelo desejo. Ele a protege desde o início deste anseio. A alma é determinada e corajosa, não pensou em desistir em nenhum momento. Ela, agora, atravessa uma floresta de paixão. Ela colhe e alimenta-se com os frutos das árvores do amor e bebe sucos naturais feitos de devaneios. O destino não deixa que ela se perca na imensidão dessa floresta. Ele segura sua mão. Flores de boas sensações, folhas de carinho, árvores de emoções, aves de esperança, cenário de felicidade, tudo isso faz parte daquela floresta.
Ao sair da floresta, ainda deslumbrada com o cenário de sonhos apaixonados, as batidas do seu coração aceleram, olhos limpos mal podem acreditar quando o vêem chegar. A mente acorda do sonho. Finalmente, o amado à sua frente. Mentes interligadas, almas entrelaçadas e corações à mil. Com a melodia das batidas do coração, olhares perdem-se, lábios tocam-se, mentes e almas tornam-se uma só.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
A viagem
A vida passa, os caminhos são longos, a paisagem muda, mas o sol sempre aparece e nunca para de brilhar por nós onde quer que estejamos. A beleza dos campos da vida extrapola o quase infinito.
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