terça-feira, 22 de novembro de 2011

Noite



A brisa quente da tarde cedeu lugar à brisa amena da noite. A noite chega mansa e, gentil, limpa nossos olhos e permite-nos olhar para lá de seus detalhes. Cada vez que ela chega, é como se nunca a tivéssemos visto. Os olhos procuram por cada pedacinho dela. É de ficar parado mesmo olhando, aparentemente, para o nada, quando, na verdade, estamos olhando para tudo. Ela também olha para nós toda cheia de graça. É de ficar pasmo mesmo! Ela escancara nossas portas e janelas, grita, com seu silêncio ensurdecedor, em nossos ouvidos e faz de nós seus prisioneiros. Eu já me rendi a esse desatino há muito tempo. Ela tem a delicadeza escondida em sua força. Mas, às vezes, ela estapeia minha sensibilidade porque, na realidade, ela não quer que esta vá embora.




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