domingo, 27 de novembro de 2011

Sem palavras



A ponta do lápis quebrou ao escrever a primeira palavra. Lápis insensível. Mas o que deve ser exteriorizado está escrito nas estrelas. A lua me contou. Céu limpo, estrelas sumiram. Elas não queriam dizer. A mente não suplica, ela já sabe, a mente, astuta, está além de qualquer mistério. Palavra incompleta, sentença entendida.
Muda-se o lápis, muda-se a cor. Azul, amarelo. Verde? Ok. A natureza, sempre por perto. Uma cor que não se apaga. Novo lápis, nova ponta.  Não há limites. Algumas palavras caminham pelas ruas do desatino até chegarem ao deslimite, onde residem, de esquina com todas as possibilidades.
 Estrelas aparecem. Resolveram contar??? Não é mais preciso. A mente fez o tabalho. Novo lápis. Pontas firmes não calam mais as letras. Letras falam, lápis consente. Mas, às vezes, palavras incompletas dizem muito. É charme ou capricho quando o lápis implica. O papel rasgou. Texto completo quase dividido em dois. Parece um complô. Poderia soltar, no ar, o que restou. Chegaria em algum lugar, mas seria apenas um pedaço de papel no chão. Desilusão. Quando a pétala
desprende-se da flor, a frieza de muitos olhares não a enxerga mais ou é vista apenas como algo jogado no chão. Mas a pétala continua sendo pétala, a não ser que ela vire pó. Mas, mesmo assim, ainda é uma pétala que, um dia, fez parte de uma flor. Mudou a palavra, mas a essência, não. Sempre a palavra. A palavra e seus mistérios. Dizem tudo. Sem palavras!

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