quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Caneta e papel


Óculos, papel, caneta, olhos fixos. Pensamentos vão e vêm. Idas e vindas. Mas o corpo permanece inerte, ali, sentado. A viagem segue. Param nas gares. Intervalos entre pensamentos. O horizonte faz a ponte. Os olhos estão atraídos pelo que há além dele. Um segredo. Olhos permanecem calados. As nuvens tentam esconder. Pensamentos voltam e reunem-se. Concentram-se no papel. Descrevem o que viram além do horizonte. A caneta dita e, depois, emudece. Lauda incompleta. As nuvens desistem. Deixam à mostra. Gosto de tinta. Pensamentos estão lá novamente. Não perdem o foco. Imaginação afoita. Não olha para trás. Está lá na frente. Além do horizonte. Ele a viu. Flores ao vento. Ele a segue. Fogos de artifício. Ele não para de pensar. Pensamentos velozes. Descobrem cada detalhe. Ela borrifou seu perfume no ar. Ele sentiu. Ela é encantada. Ele, de carne e osso. Amar. Verbo colorido. Caneta e papel. Pensamentos completam a lauda. Ele a desenha. Sua mente ainda está aberta, mas a janela fecha-se. O horizonte desaparece. Ele a leva consigo.

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