terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Escrever...







O alimento de um verso não está em um plural inverso. Está na mente, na alma e no coração em paz. A palma se satisfaz. Criação, palpitação. A palavra latente passa pelos intervalos da imaginação. Rasga o peito do verbo e escreve no coração do papel. (Atifah Frey)

Encanto, em cores, enquanto...




"Um singelo encanto, em nuvens, mistura de cores vivas, a beleza derrama-se em meus olhos, transborda em minha alma. O maravilhoso pode estar presente em tudo, tudo, tudo e em mais um tanto. Pinga dos meus dedos, as cores derretidas do que se está em prol, o lindo arrebol. Cor alaranjada, ao vermelho, entrelaçada. A natureza, com seu charme, levanta o véu e mostra suas riquezas, sem rodeio" (Atifah Frey)

sábado, 7 de abril de 2012

Do fundo do coração


 O gelo derrete, aos poucos, com o calor das palavras que nascem da parte mais profunda e quente do coração. Aproximação. A água escorrerá em curvas, desenhando com a mão da intenção escondida atrás do coração. Imaginação.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Infinito


 Unidos pelas alianças da eternidade. Olhando para o mesmo lado, vendo o amor, que é tanto, beirando o infinito.

Contramão


Na contramão, parou para apreciar o dia que corre dentro de si.
Na contramão, seguirá.
Na contramão. Só por um milagre, não haverá colisão.





Quando o sonho tropeçou na realidade, as imagens saltaram-lhe dos olhos.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Cores



Respira as cores do dia, enche os pulmões de impressões sinestésicas. De repente, o dia torna-se assim dentro de nós. A brisa, doce, sopra a nuvem, tentando mostrar as entrelinhas. Mente e alma refrescam-se e os pensamentos são pegos com as mãos, não conseguem escapar por entre os dedos. Palavras estão presas na mente. Lê-se o azul da tarde. As cores, às vezes, tentam nos dizer algo.


Linhas do limite


Imobilizado pelas linhas do limite, ele espera um resgate. Seus pensamentos tinham ido na direção oposta, caíram no vão da solidão.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Fios de Sonho


A brisa chega mansa, gentil e calada pelo som do dia calmo. Descansando, na rede tecida com fios de sonho, a batida do coração murmura algo. Ela entende perfeitamente. Fecha os olhos e enxerga a fonte que jorra a imaginação.

Acompanhada por seus próprios pensamentos. Quis tocar a água para saber a profundidade do sonho. Foi quando uma palavra, submersa, tocou-lhe as mãos.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Pingo no vidro


 Um pingo de chuva que cai no vidro e percorre um caminho, visível aos olhos atentos. Faz um trajeto, é o seu destino. Sem linha reta. Com falhas, mas segue o percurso. Aquele pingo está no limite de sensações distintas: a de estar do lado de dentro,protegida da chuva, com olhos vidrados em um pingo ou de estar do lado de fora, com a chuva inteira. De alguma forma, os olhos estão atentos ao intento do pingo no vidro. Ele, sozinho, cumpre seu destino. Não se intimidou porque se perdeu da chuva. Se o vidro embaçar, o percurso do pingo no vidro, a parte não embaçada, será o elo com o mundo externo, por onde pode-se enxergar o mundo que corre lá fora, é o seu destino, deixar o que há, além da chuva e do vidro, visível aos olhos.

Não importa


Não importa o tempo, não importa a chuva, não importa os pingos que caem quando a paz encontra-se dentro de si. Que a chuva regue os sonhos para que floresçam, cheios de vida. 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Anjo


Foi quando o pensamento dela foi até ele e beijou-lhe a mão. Depositando em suas mãos palavras que pulsam no peito. O sentimento dela encontra-se atrás do coração e sai durante o sonho, é quando chega até ele, trêmulo diante de um anjo, brilhante sabedoria.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Beijo


Se seus destinos se encontrassem, a brisa misturaria todas as folhas de papel com verbos, feitos de mel. E suas sedes seriam saciadas com os beijos molhados que gritam em suas bocas. E, do roçar dos lábios, sairia o som do contentamento.

Gotas


Palavras torcidas, sai apenas gotas que molham o papel. Papel borrado de vermelho. Foi a ilusão que o vento trouxe e tocou o papel.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


Até os espaços das vírgulas são preenchidos pelas divagações à mil. Ela percorre, descalça, o chão macio de pétalas enquanto o destino escreve a história.

 A pureza corre pelo jardim até chegar ao balanço. O vento embala o tempo. Memórias.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Amar


Para tudo. O tempo já não importa mais. As horas perdem-se no olhar.

Olhar


O olhar é para dentro de si. A mente manda algo direto para o coração. Conexão.

Ação


A base é forte o suficiente para suportar o peso dos sonhos. Pensamentos, sonhos, anseios não caem. Libere os braços. Arregace as mangas. Ação.  

sábado, 7 de janeiro de 2012



 Bem no pontinho. Foi onde seus olhares encontraram-se. No meio do giro. Quando tudo parecia sem sentido. Não pode parar de girar. Desencontro.                             
                                                                           
                                    


                                

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Semelhança



Alguma semelhança em palavras. Comunicação quase imperceptível. Talvez nem saibam. Talvez sintam. Ouvir, ler em tela. Da tela para o coração. É quando as palavras que nascem e não se revelam, estremecem. Um frio por dentro. Talvez haja reciprocidade nas entrelinhas. Quem dera, disse ela. Saber esperado, encantas. Ela vai até as palavras dele. Coração aberto para recebê-las. Presos em tela. Lados que o destino deixa longe. Ela ouve e lê. Coração encanta-se. É o bem que ele, mesmo sem saber, faz à ela.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Coração



Algumas palavras nascem, mas permanecem atrás do coração. Não mostram nem rabiscos. Não aparece nem a ponta de uma letra para que a linha de raciocício não seja puxada. Ficam protegidas, seguras, pintadas de vermelho, recebendo o calor do coração. Se saíssem de lá, poderiam deixar pistas, revelando, assim, com a cor, o que há por baixo da pele do sentimento vivo. Recato.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012


A natureza é de uma gentileza. Ela sempre nos oferece flores. É um toque suave no coração. A fragrância, na alma.