quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Cores
Respira as cores do dia, enche os pulmões de impressões sinestésicas. De repente, o dia torna-se assim dentro de nós. A brisa, doce, sopra a nuvem, tentando mostrar as entrelinhas. Mente e alma refrescam-se e os pensamentos são pegos com as mãos, não conseguem escapar por entre os dedos. Palavras estão presas na mente. Lê-se o azul da tarde. As cores, às vezes, tentam nos dizer algo.
Linhas do limite
Imobilizado pelas linhas do limite, ele espera um resgate. Seus pensamentos tinham ido na direção oposta, caíram no vão da solidão.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Fios de Sonho
A brisa chega mansa, gentil e calada pelo som do dia calmo. Descansando, na rede tecida com fios de sonho, a batida do coração murmura algo. Ela entende perfeitamente. Fecha os olhos e enxerga a fonte que jorra a imaginação.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Pingo no vidro
Um pingo de chuva que cai no vidro e percorre um caminho, visível aos olhos atentos. Faz um trajeto, é o seu destino. Sem linha reta. Com falhas, mas segue o percurso. Aquele pingo está no limite de sensações distintas: a de estar do lado de dentro,protegida da chuva, com olhos vidrados em um pingo ou de estar do lado de fora, com a chuva inteira. De alguma forma, os olhos estão atentos ao intento do pingo no vidro. Ele, sozinho, cumpre seu destino. Não se intimidou porque se perdeu da chuva. Se o vidro embaçar, o percurso do pingo no vidro, a parte não embaçada, será o elo com o mundo externo, por onde pode-se enxergar o mundo que corre lá fora, é o seu destino, deixar o que há, além da chuva e do vidro, visível aos olhos.
Não importa
Não importa o tempo, não importa a chuva, não importa os pingos que caem quando a paz encontra-se dentro de si. Que a chuva regue os sonhos para que floresçam, cheios de vida.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Anjo
Foi quando o pensamento dela foi até ele e beijou-lhe a mão. Depositando em suas mãos palavras que pulsam no peito. O sentimento dela encontra-se atrás do coração e sai durante o sonho, é quando chega até ele, trêmulo diante de um anjo, brilhante sabedoria.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
domingo, 8 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Semelhança
Alguma semelhança em palavras. Comunicação quase imperceptível. Talvez nem saibam. Talvez sintam. Ouvir, ler em tela. Da tela para o coração. É quando as palavras que nascem e não se revelam, estremecem. Um frio por dentro. Talvez haja reciprocidade nas entrelinhas. Quem dera, disse ela. Saber esperado, encantas. Ela vai até as palavras dele. Coração aberto para recebê-las. Presos em tela. Lados que o destino deixa longe. Ela ouve e lê. Coração encanta-se. É o bem que ele, mesmo sem saber, faz à ela.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Coração
Algumas palavras nascem, mas permanecem atrás do coração. Não mostram nem rabiscos. Não aparece nem a ponta de uma letra para que a linha de raciocício não seja puxada. Ficam protegidas, seguras, pintadas de vermelho, recebendo o calor do coração. Se saíssem de lá, poderiam deixar pistas, revelando, assim, com a cor, o que há por baixo da pele do sentimento vivo. Recato.
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