Papel. Um óculos. Uma xícara de café. Ideias passeiam. Há uma curva. Chegam até lá. Além da curva. Um abraço. De mãos dadas a caminhar. Em silêncio, mas suas almas dizem muito. Uma pétala no chão. Olhos fitam a pétala. Ela pega e leva consigo. Pensando em como a pétala foi privada da sua flor precocemente. Mas ela será guardada, protegida até seus últimos instantes. Ainda possui cor e essa cor dá vida à ela.
Continuam caminhando. Vão até o rio. Molham os pés. Água fria. Sentam-se e encostam-se em uma árvore. Ele olha para ela. Ela, tímida, desvia o olhar. Ele tenta descobrir em que ela está pensando. Sem saber que ela pensa nele mesmo com ele sentado ao lado. Ela sorri de como são bobos. Calados, querendo dizer tudo. Olha para o rio, querendo olhar para ele, querendo tocar o rosto dele. Quer dizer algo, mas nenhuma palavra. Esconderam-se todas. Interrogação. Inibidas. Desconcertam-se diante do silêncio.
Continuam caminhando. Vão até o rio. Molham os pés. Água fria. Sentam-se e encostam-se em uma árvore. Ele olha para ela. Ela, tímida, desvia o olhar. Ele tenta descobrir em que ela está pensando. Sem saber que ela pensa nele mesmo com ele sentado ao lado. Ela sorri de como são bobos. Calados, querendo dizer tudo. Olha para o rio, querendo olhar para ele, querendo tocar o rosto dele. Quer dizer algo, mas nenhuma palavra. Esconderam-se todas. Interrogação. Inibidas. Desconcertam-se diante do silêncio.
É quando as ideias que passeavam, voltam. Novamente, papel, um óculos. O rosto dela desenhado. As ideias deixaram, com ele, a lembrança das mãos macias dela segurando as dele enquanto caminhavam. Uma pequena estória trazida pelas ideias. Um mundo encantado. Um mundo paralelo. Só eles vêem. Só eles sabem o caminho. Reticências.

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