A tarde teve que ir, mas antes de partir, deu a dica de uma boa música para a noite tocar para os dois: ele e ela. Sob a luz da meia lua, poucas estrelas aparecem, não querem atrapalhar, mas elas nunca atrapalham, enchem o ambiente de beleza. Sobre o chão do encanto, deslizam esquecidos do mundo. Ele segura firme a mão dela. Ela concentra-se nele. Tímida, consegue olhar dentro dos olhos dele. Ele a conduz pelo olhar. Toca a música mais linda naquele momento especial organizado pela saudade. Ele vê o seu reflexo no brilho dos olhos dela. Ele começa a dizer algo, mas ela interrompe, colocando as mãos, docemente, nos lábios dele e diz para concentrarem-se apenas no momento que a saudade proporcionou. A saudade foi gentil e fez a ponte. Agora, ali, estão novamente. Ao fim da canção, ele a pega no colo e mergulham em águas transparentes. Corpos molhados e frio os deixam mais pertos. Numa troca de calor, algo dito ao pé do ouvido, as estrelas brilham, a noite avança e a música lenta os deixam isolados, perdidos naquele mar de amor.

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