As nuvens acendem a luz no fim de tarde. Já estavam à espera da noite que chegou revelando a fase da lua. Fases de meiguice e ternura. Menina. Mulher. A lua mostra-se. Nuvens dispersas. Pensamentos velozes, não se perdem no caminho. As palavras começam a cantar. É quando o vento traz de longe a voz que não ensaia a rima. Sem ritmo dançante. Apenas um ritmo diferente que vibra dentro do peito. As letras chamam. Sinalizam. Piscam. Código Morse. É quando os sentidos captam e enviam pensamentos. Pensamentos deles foram, velozes, na ânsia de um abraço, mas colidiram-se. Não se machucaram. Ele segurou e colocou a moça no colo por um instante. Ela é como uma pétala na palma da mão delicada dele. Pingos caem de nuvens que não seguram as lágrimas. Pingos que caem lavando, mas não retirando a cor. A cor vermelha de uma pétada na palma da mão. A mesma cor que une o coração das palavras. Palavras que o vento leva das mãos ao ouvido. Suspiros.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Suspiros
As nuvens acendem a luz no fim de tarde. Já estavam à espera da noite que chegou revelando a fase da lua. Fases de meiguice e ternura. Menina. Mulher. A lua mostra-se. Nuvens dispersas. Pensamentos velozes, não se perdem no caminho. As palavras começam a cantar. É quando o vento traz de longe a voz que não ensaia a rima. Sem ritmo dançante. Apenas um ritmo diferente que vibra dentro do peito. As letras chamam. Sinalizam. Piscam. Código Morse. É quando os sentidos captam e enviam pensamentos. Pensamentos deles foram, velozes, na ânsia de um abraço, mas colidiram-se. Não se machucaram. Ele segurou e colocou a moça no colo por um instante. Ela é como uma pétala na palma da mão delicada dele. Pingos caem de nuvens que não seguram as lágrimas. Pingos que caem lavando, mas não retirando a cor. A cor vermelha de uma pétada na palma da mão. A mesma cor que une o coração das palavras. Palavras que o vento leva das mãos ao ouvido. Suspiros.
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