sábado, 3 de dezembro de 2011

Viagens durante a insônia

Insônia. O sono abre os olhos. O tempo passa. Olhos limpos. Pensamentos vão e vêm. Nada acontece, a insônia permanece. O vento passeia lá fora, ouço seu ruído. O céu está limpo, quase sem estrelas à mostra. Algumas palavras soltas chegam e só exteriorizo o que dá na telha. Mas a lei da palavra proibe o limite. Ela reside no deslimite. A noite é uma menina mesmo e, ainda por cima, está de birra. Esconde coisas para chamar atenção. A mente também está de olhos abertos. Ela quase não descansa. Trabalha muito.
Um bocejo durante a insônia. Pra quê? Só ilusão. O sono anda longe. Foco no amanhã, pois não quero dar muita importância a essa insônia agora. Ainda bem que os dias não são iguais. E já é sábado. Se sábado fosse uma pessoa de carne e osso, acho que seria uma pessoa sorridente. Sei lá, tenho essa impressão. Ou pode ser apenas um efeito da falta de sono. Vai ver já estou até sonhando acordada. Daqui a pouco, o vento vai começar a trazer o som do canto do galo de algum lugar. Não sei de onde vem, só sei que dá para ouvir. O canto do galo remete-nos ao interior. Manhãs de interior. São boas e calmas. Clima bom, vento brando. Uma maravilha. E a natureza, sempre presente. Sempre benvinda. E as pessoas, então, são excelentes, carismáticas, tratam todo mundo bem. A insônia está me levando a uma pequena viagem. Quase pude sentir o vento brando no meu rosto. A insônia tem dessas, pode levar-nos a qualquer lugar da nossa história. Nada demais. Só coisas simples de uma vida simples. Mas as
coisas simples carregam em si o maravilhoso.

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