sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Lua



A noite esconde o sono. Lá fora, a noite foi coberta pelas nuvens, mas descobre-se. Tempo quente, o tempo ferve. O vento foge, a chuva não se atreve. A natureza também tem os seus dilemas, os seus mistérios. Ficamos sem entender, apenas jogados nos braços dela.
Uma música. Um papel. Mas esta noite faz birra, esconde o sono e as ideias. Olho para a lua, confesso a ela, em silêncio, uma vontade. Ela entendeu. Abra a sua janela, olhe para ela. Nem um palpite. Deixe que ela conta. Abra suas mãos e receba o que ela vai te entregar. Guarde com cuidado, não é frágil, mas pode quebrar. Nem deixe esquecido no fundo da gaveta. Pensamentos não saem de perto de ti e, quando voltarem, sem desconfiar, vens com eles também.

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